O I workshop do Ving Tsun Museum (VTM) no Brasil, promovido pelo sr. Marcelo Santos, ocorreu num clima tranquilo e agradável, nas confortáveis instalações da escola de Tai-Chi-Chuan dirigida pelo Sifu Marcos Vinícius, na bela cidade do Rio de Janeiro.
O workshop versou sobre o Kung Fu Shaolin antes e depois da criação do sistema Wing Chun; contudo, seu foco principal recaiu sobre a linhagem Hung Fa Yi Wing Chun.
O que norteou meu interesse pela HFY foi a grande coincidência de princípios, teorias, técnicas e táticas que existe entre essa linhagem e o San Lii Wing Shun (meu sistema de Wing Shun, derivado do Shaolin Wing Chun que aprendi com mestre Hung Lii). Contudo, também existem muitos pontos diferentes entre os dois sistemas e eu tive a oportunidade de discutir isso, informalmente, com os Sifu´s Allen e Benny, que mostraram ser pessoas cordatas, educadas e bem-humoradas (esta última é uma das qualidades que eu mais prezo num ser humano).
Quanto à qualidade do workshop, eu já sabia que seria excelente, pois acompanho há alguns anos os escritos do VTM. Foi exatamente por isso que eu e um dos meus alunos, José Eugênio, nos dispusemos a ir desde Fortaleza até o Rio de Janeiro para prestigiar o evento.
Fiz novos amigos e pude rever meu irmão-mais-novo no Kung Fu, Sifu Márcio Silva; um contemporâneo da minha época na família Moy Yat, e que hoje representa, dignamente, seu Sifu Li Hon Ki e, consequentemente, seu Sikung Duncam Leung no Brasil.
Aproveito a oportunidade para agradecer publicamente ao Grão-mestre Gee, pela sua coragem e iniciativa ao contribuir no processo de retirar a “cortina de fumaça” que no momento, infelizmente, ainda encobre o Wing Shun (WC, VT, WT, etc) contemporâneo!
Ao Benny e ao Allen eu desejo um excelente retorno aos seus lares, com a certeza que as marcas da amizade e do respeito que despertaram em nós, artista marciais brasileiros amantes do Wing Chun, irão durar muito mais que as marcas das tatuagens temporárias que fizeram em seus braços aqui no Brasil.
Saan Lii Yat
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