O que os antigos têm para nos ensinar? Um moderno conhecimento de combate é o melhor que nos tem sido transmitido pelos antigos ao longo da história da raça humana. Os avanços tecnológicos aos quais o homem moderno chegou podem nos fazer pensar que atingimos um pináculo de realização última na capacidade tática e efetiva humana.
Mas, certas coisas, nos dias modernos, não são melhores que as dos dias de nossos antepassados. O combate mão a mão, por exemplo, começa a declinar com o advento dos explosivos. Essas novas armas foram primeiramente usadas por volta de 800 anos atrás, embora seu uso não tenha sido largamente adotado at& 400 anos atrás. As Estratégias e os treinamentos de combate, por necessidade, ajustaram-se a essa nova realidade.
É por isso que existe um grande valor em aprender como as coisas eram no passado, quando o combate mão a mão estava em alta, e o conhecimento de efetivas habilidades de luta significava vida ou morte de uma pessoa. Assim, dando a devida importância a essas questões, existe hoje ainda uma tradição que conserva vivo esse conhecimento.
A história das artes marciais tradicionais remonta a milhares de anos no passado, e muito dessa cultura é preservado em tradição oral. Shaolin teve uma história, não só de desenvolver eficientes métodos para combater, bem como de treinamento, mas também de registros e compilação do conhecimento em sistema compreensivo. Palavras chaves e conceitos foram escritos ou transmitidos aos descendentes para assegurar sua sobrevivência. Através das gerações, mestres individuais contribuíram para o corpo do conhecimento que é Shaolin, aperfeiçoando métodos para melhorar a eficiência, praticidade e superioridade nas habilidades combativas, através de investigação científica (método Chan), observação e percepção.
E quais eram, então, os métodos que produziram tão alto nível de eficiência combativa, bem como compreensão técnica do exato posicionamento, estrutura e técnica?
Pesquisa Moderna dentro dos Antigos Métodos
A pesquisa conduzida pelo Ving Tsun Museum revela que o treinamento no Mosteiro Shaolin do Sul progrediu através de três "Câmaras" ou "Salões" (chamados Tong), ou estágios de aprendizagem. Isso poder ser entendido de forma literal, ou seja, construções de pedra-e-madeira ou poder-se entendê-las como níveis metafóricos de desenvolvimentos. Neste artigo, nós os apresentaremos somente como construções de pedra-e-madeira.
Na primeira Câmara, o praticante deveria dominar dois blocos de treinamentos a fim de construir uma forte fundação para o treinamento mais avançado.
O primeiro bloco eram Exercícios Básicos (Gei Bun Gung). Esse estágio de treinamento cobria seis áreas específicas: flexibilidade, força, resistência, nutrição, hidratação e descanso/recuperação.
Iniciantes começavam aqui, para desenvolver o corpo e a mente para o treinamento mais avançado. Exemplo de Exercícios Básicos incluiam caminhar longas distâncias para pegar água; usando pesados utensílios extras, potes e caldeiras; e meditação, que é uma forma de ativar o descanso e a recuperação, bem como o treinamento mental. O objetivo dos Exercícios Básicos era desenvolver resistência física e mental levando indivíduos praticantes além de limites pessoais.
O primeiro bloco eram Exercícios Básicos (Gei Bun Gung). Esse estágio de treinamento cobria seis áreas específicas: flexibilidade, for&ccent;a, resistência, nutrição, hidratação e descanso/recuperação.
O segundo bloco ensinava Movimentos Básicos (Gei Bun Dung Jok). Esse estágio de treinamento abrangia seis áreas específicas: trabalho de mãos, trabalho corporal, trabalho de pernas, bases, trabalho de pés, e posturas de lutas. Isso era ensinado através de exercícios e formas em movimento. As formas conectam juntos os seis componentes, enquanto se adiciona conceitos para serem futuramente desenvolvidos durante o treinamento de aplicação.
O treinamento dos Movimentos Básicos ensina ao corpo a mecânica apropriada. Uma boa fundação nos Movimentos Básicos agilizará o processo de aprendizagem nos níveis mais altos, quão mais complexos os movimentos possam ser rapidamente aprendidos e executados naturalmente com o correto alinhamento, sem ter que pensar sobre os detalhes de equilíbrio, bases e posicionamento.
Um exemplo de o que pode ser visto na primeira Câmara de Treinamento existe hoje no fundamento do Wushu, que focaliza nos Exercícios Básicos, Movimentos Básicos e Formas. O Wushu foi intencionalmente modelado não para ensinar habilidades para luta real, mas sua abordagem de treinamento é uma excelente preparação para futuro desenvolvimento. Talvez o melhor exemplo moderno de domínio da primeira Câmara seria Jet Li. Ele dominou essa primeira Câmara enquanto ainda era um adolescente e tem desde então tem se desenvolvido em um dedicado estudante de artes marciais e em um modelo positivo para a grande comunidade humana, assim incorporando o cultivo de sua abordagem das artes marciais.
Dentro da Segunda Câmara O treinamento na Segunda Câmara do Mosteiro Shaolin do Sul avançou além da prática dos Movimentos Básicos e Formas para o treinamento Céu-Homem-Terra. É aqui onde o treinamento de aplicação começa, fundamentado em quatro grupos de habilidades: chute (Ti), golpe/ponto de pressão (Da), projeção/agarramento (Suai), e controle/submissão (Na).
Quatro Habilidades de Combate
Ti, Da, Shaui, Na (Mandarin)
Tek, Da, Suk, Na (Cantonês)
As Quatro Habilidades de Combates são métodos tradicionais de ensino preservados na comunidade de artes marciais Chinesas para habilidades mãos-vazias. Esse conceito surgiu nos exércitos do mundo antigo como a realidade fundamental do combate mão-a-mão (sem armas). Todas as técnicas de luta com mãos vazias eram categorizada em uma das quatro habilidades, cada uma com o objetivo de ferir ou incapacitar um inimigo, o mais rapidamente possível.
Um completo sistema de combate mão-a-mão nas artes marciais civis durantes os tempos antigos consistia no treinamento em todas as quatro habilidades. Foi somente a partir de 1900 que os estilos individuais de artes marciais começaram a procurar especializar-se em apenas um das quatri habilidades enquanto desconsideravam as outras três. Isto foi feito, em sua maior parte, com um olho para a segurança da competição no esporte ou para entretenimento ou para alimenter hobbies. Como resultado do foco em habilidades individuais, as teorias sobre o combatte humano polarizaram-se em torno de vários "campos" e dando origem ao paradigma dos "etilos" de chutes vs "estilos" de socos vs "estilos" de agarramento. Tal como tem sido demonstrado pelo interesse em estilos de artes marciais misturadas (MMA) para competições, um bem-preparado lutador deve ser treinado nas habilidades de chute (Ti), golpes (Da) e agarramento (Shuai e Na) para ser considerado um lutador completo.
As Quatro Habilidades de Combate deve ser vistas como habilidades fundamentais antes que um praticante passe a focar em uma determinada abordagem para as quatro habilidades. Como um exemplo, quando eu (Mestre Meng) estava aprendendo predando Mantis (Louva a Deus - Tong Long), no início dos anos 80s, o sistema incluía todas as quatro habilidades, sendo, portanto, uma arte completa. No entanto, a abordagem de ensino e o formato de treinamento foi focado no ensino da 'aparência' das técnnnicas do Louva a Deus em primeiro lugar, em vez de primeiro o desenvolver a experiência e a compreensão das Quatro Habalidade de Combate. Quando os alunos são ensinados na 'aparência' de um sistema antes de desenvolver habilidades práticas e experiências, o resultado do treinamento é praticantes com habilidade aplicação limitada... Esta situação é comum em muitas famílias "tradicionais" - não porque as famílias não têm prática, o conhecimento do mundo real para oferecer, mas porque o método de ensino e o formato do treinamento não começa com um enfoque na realidade em primeiro lugar.
Em outras palavras, antes de existir Hung Fa Yi Wing Chun, existia Shaolin Kung Fu. Antes de existir Shaolin Kung Fu, existia as Quatro Habilidades de Combate. Todas as técnicas de combate de mãos-vazias do HFY podem ser organizadas dento de Quatro Habilidades, mas dentro da caixa.
Conceitos Gerais:
Ti - Chutes
Chutar envolve o uso das pernas como armas de impacto, transferência de energia de seu corpo através da sua perna até um oponente. Essa habilidade requer a capacidade de gerar força da transição do momento em enquanto se está sobre uma perna para quando não se está sobre sobre perna nenhuma. Chutes podem ser aplicados com a bola do pé, calcanhar, tornozelo, peito do pé, canela, panturrilha, ou o joelho.
Da - Golpe
Golpeamento envolve uso dos braços e do tronco como arma de impacto, com transferência de energia do seu corpo através de seu tronco e braços para um adversário. Essa habilidade requer a capacidade de gerar força da transição do momento em enquanto se está sobre uma perna para quando não se está sobre sobre perna nenhuma. Golpes podem ser aplicados com o punho (frente, lateral, ou costas), palma (frente, costas, lateral - lado interno e externo, ou ponta dos dedos), dedos (simples ou em forma de punho, como o soco da fênix, do dragão, do macaco, do gengibre, do duplo-nó, do leopardo), pulso (simples ou dobrada), antebraço, cotovelo, ombro e cabeça, ou quadril.
Shuai - Projeção (Arremeço/Queda)
Projeções cobrirem a habilidade de desequilibrar um adversário e usando o chão como uma amra de impacto. Projeções cobrem varreduras, arremços, travamentos, e agarramentos. Esta habilidade requer a tomada de controle do um centro de gravidade do adversário, fechando distância, e cada vez mais dominando o centro de gravidade do adversário. Esta habilidade pode ser aplicada em pé ou no chão.
Na - Controle
Controlar cobre a habilidade de usar as partes do corpo (mãos, pés, cotovelos, perns, joelhos, quadil, tronco, braços ou cabeça) para se controlar os membros de um oponente ou do tronco para fins de gerar armadilhas, travamentos, submissão, choques, e quebramentos. Essa habilidade requer a tomada de controle do centro de gravidade de um oponenete, fechando a distância, e alavancando as articulações do corpo, de uma forma contrária ao movimento Natural. Essa habilidade pode ser aplicada em pé ou no chão.
Céu-Homem-Terra, entretanto, tem muitas camadas de compreensão, assim estudando-se nesse nível significava progressão espiritual, bem como mental e fisicamente. Compreendido em um nível literal, Céu-Homem-Terra refere-se ás distâncias do combate na realidade humana, e ao uso apropriado das técnicas dentro dessas categorias.
Céu -
Espírito
Homem -
Mente / Emoções
Terra -
Corpo
Técnicas de Céu incluíam chutes e socos de longa distância. Habilidades de Homem incluíam qualquer coisa na distância de ambas as mãos sobre o oponente, como solavancos, armadilhas, agarramentos, travamentos (chaves), clinches e quebramentos. Distância de Homem é a mais versátil porque o número máximo de membros pode ser empregado simultaneamente, criando mais opções para o uso das técnicas e táticas. Um movimento de Terra inclui quedas, arremessos, varredura, submissão, e quebramentos com contato corporal.
A Ilusão do Estilo Individualmente a ilusão do estilo inicia quando se atinge a Segunda Câmara, mas não era completamente realizada antes da Terceira Câmara. Da mesma forma como uma universidade requer um curso fundamental antes de uma graduação especializada, os monges Shaolin dominavam os Exercícios Básicos, os Movimentos Básicos e o treinamento Céu-Homem-Terra, antes que lhes fossem dado conhecimento especializado nas áreas onde naturalmente eles se sobressaiam.
Por exemplo, um praticante pode ter mostrado talento em Chin Na (Habilidade de capturar e controlar) enquanto outro pode se sobressair em Di Tang (Habilidade em chão). Essa especialização está no desenvolvimento de muitos estilos que se vê expressados nas Artes Marciais Tradicionais. É importante lembrar que estilos surgem da expressão de um indivíduo praticante da arte, para exibição e utilização de talentos únicos e naturais, e ao mesmo tempo desenvolver uma maior eficiência pessoal.
Estilo é uma ilusão, no sentido de que, para o iniciante, o "estilo" é estar copiando outra pessoa. A verdade é que a capacidade de representação do fator humano do Sistema é a Arte. À medida que alguém vai se conhecendo a si mesmo, através do estudo das artes marciais, esse alguém sai com certas especializações. A singularidade do artista é o que se chama "estilo".
Estilos também vieram a ser identificados quando o conhecimento de combate fora coletado, preservado e pesquisado nas antigas regiões montanhosas de Song, Wudang e Ermei. Antigos militares mantiveram o conhecimento sobre as habilidades combativas tanto mão a mão quanto com armas em um círculo fechado, enquanto as artes marciais civis incorporaram uma acumulação de métodos de treinamento e técnicas sem o fundamentado da experiência militar.
À medida que as tecnologias militares mudaram e se desenvolveram, e soldados se retiraram da vida militar, parte do conhecimento militar começou a se espalhar pelo mundo civil. Com diferentes necessidades e objetivos, e acessos variados à essa informação, os civis focalizaram em áreas específicas da habilidade a qual conduziu a formação de uma abordagem única para as artes marciais - a qual é chamada hoje, estilo.
Membros tanto do mundo militar quanto do civil deixaram a vida pública e procuraram a iluminação. Enquanto estavam em templos, eles compartilharam o conhecimento que tinham sobre artes de combate com monges e sacerdotes. Combinando as introspecções e os métodos de não-ilusão da Filosofia Chan com a mentalidade militar da eficiência e praticidade, isso proporcionou novos níveis para as Câmaras de Treinamento Marcial de Shaolin.
Terceira Câmara: A Ciência da Eficiência A essência da Terceira Câmara era a ciência da eficiência. À medida que os monges desenvolviam níveis cada vez mais elevados de habilidades de combate e autodomínio, eles moveram-se além dos domínios do Céu-Homem-Terra como conceitos Distâncias-Base, os quais são referidos na linguagem do Sistema Hung Fa Yi Wing Chun, encabeçado hoje por Grão Mestre Garrett Gee, como treinamento "Dentro da Caixa", o qual utiliza Céu-Homem-Terra como conceitos de Portais-Base para se descrever o espaço tridimensional.
A progressão do treinamento, uma vez que ele é um Sistema completo, culminou em um círculo completo. O estudo do exterior (treinamento físico e estratégias de luta) conduziu ao desenvolvimento do interior (qualidades de caráter e realização de nossa natureza espiritual). Os Movimentos Básicos da primeira Câmara desenvolvia uma fundação sólida para o estudo das Distâncias do Combate na segunda Câmara. Finalmente, o currículo da terceira Câmara expandia e aprofundava o neófito introduzindo a Distância ao se incluir Altura e Largura a todos os movimentos.
Além da Técnica O foco desse auto-nível de treinamento na Terceira Câmara era ir além da técnica. Não mais praticar estilos. Ali, tudo era sobre física e ciência da eficiência. O estudo da teoria, conceitos e princípios os quais, uma vez aplicados, levavam à eficiência em combate. Por fim, eficiência não é um estilo, nem um uniforme que se usa ou não - eficiência é um estado do ser, é quem você é como um ser humano e toca cada faceta de sua vida. Esses mesmos conceitos e princípios podem também ser aplicados para os objetivos de se viver uma vida mais eficiente; essa era uma das razões chaves pela qual os monges estudaram métodos de luta em primeiro lugar - para viverem uma vida melhor, uma vida iluminada.
À medida que os monges desenvolveram níveis cada vez mais elevados de habilidades combativas e autodomínio, eles foram além dos domínios de Céu-Homem-Terra como um conceito Distância-Base o qual é referido como treinamento "Dentro da Caixa". No mundo de hoje, frequentemente somos levados a pensar "fora da caixa". Isso é para nos lembrar de estar sempre abertos as conexões e idéias fora de nossa perspectiva pessoal, e do velho adágio: "essa é a forma como sempre temos feito as coisa por aqui". À medida que os monges mergulharam cada vez mais profundamente na natureza da vida, do combate e do cultivo espiritual, eles descobriram que todas as coisas compartilham a relação Céu-Homem-Terra: o conceito do Darma envolve o tornar-se o ser das coisas / pensamentos / sentimentos / percepções (Terra), a existência temporal das coisas / pensamentos / sentimentos / percepções (Homem), e a ultrapassagem da existência das coisas / pensamentos / sentimentos / percepções (Céu). Esse fluxo da decorrência, existência e extinção quando voltado para indicações de técnicas de artes marciais leva ao desenvolvimento de um conceito determinado Economia de Movimento. Simplesmente atestado, Economia de Movimento é "usar a mínima quantidade de movimento, no menor período de tempo, com a mínima quantidade de energia para se realizar uma tarefa". Desses dois conceitos nasceu um novo conceito, chamado Teoria da Caixa no Hung Fa Yi Wing Chun.
O objetivo eventual era atingir a Máxima Eficiência, o ponte ou estado onde nada pode ser adicionado ou subtraído sem a perda de eficiência. Esse conceito é referido como Weng Kiu (Ponte Eterna). Weng Kiu representa um ser humano operando em harmonia com as leis universais, respondendo com vivacidade ao fluxo do momento.
O Weng Chun Dim (Salão da Eterna Primavera), a Câmara final no Mosteiro Shaolin do Sul, obteve seu nome desse conceito de Weng Kiu. Weng Kiu (Eterno) refere-se à natureza universal das coisas que não muda com o passar do tempo, tal como as leis da física. Kiu significa "Ponte". Princípios universais são pontes que conectam tudo o que nós fazemos. Por exemplo, a Teoria dos Portais usa a dinâmica natural do esqueleto humano, a qual não muda com o passar do tempo, e aplica a física para expressar a técnica.
Tomado em total, esse processo dos Exercícios Básicos aos Movimentos Básicos, que nos leva ao treinamento Céu-Homem-Terra como um conceito de Distância, e daí ao treinamento Dentro da Caixa usando Céu-Homem-Terra como um conceito de Portal através de uma abordagem sistemática ou solta, contém o principal tema do antigo treinamento mão a mão ainda hoje preservado na Arte Marcial Tradicional Chinesa.
Os Seis Portais representam a estrutura da formação em combate que é fundamentada na forma anatômica humana e determina as áreas de ataque e defesa. A Teoria dos Portais pode ser compreendida como a triangulação de uma técnica para o propósito de eficiência. Essa triangulação fundamentada no Tempo/Espaço/Energia do corpo Humano é o que nós, praticantes de Hung Fa Yi, chamamos "A Fórmula".
A Fórmula descreve os exatos posicionamentos e estruturas que são os mais eficientes dentro da conceitualização do cubo-forma tridimensional do espaço na zona de combate da distância-humana, definida como "Dentro da Caixa". O termo, como usado aqui, tem específico e exclusivo significado no Hung Fa Yi Wing Chun e em nenhum outro. Quando falamos sobre Teoria dos Portais, "Dentro da Caixa" refere-se a qualquer técnica que expressa a Fórmula. Se a Fórmula não for expressa na técnica, isso será "fora da caixa" porque, mesmo se for efetivo, o movimento não será máxima eficiência.
Essa última fronteira de treinamento, a Terceira Câmara, era centrada na compreensão e na aplicação dos princípios "Dentro da Caixa". Quanto mais perto a execução de uma técnica torna-se da expressão da Fórmula, maior é o estado de eficiência. Nesse contexto, a Fórmula harmoniza a anatomia humana com a realidade das dimensões de Tempo, Espaço e Energia.
Em harmonia com a Vivacidade O objetivo do Weng Kiu da Terceira Câmara estava em harmonia e em paralelo com o cultivo espiritual, porque é no cultivo espiritual que alguém tenta atingir a perfeição. Quando alguém atinge a Natureza Original, o estado onde nada pode ser adicionado ou subtraído, esse é, na verdade, um caminho para expressar o conceito de perfeição, em um nível objetivo.
Perfeição na vida é usualmente muito subjetivo. As pessoas têm diferentes percepções sobre o que é perfeito. A aplicação da Fórmula é a tecnologia para se alcançar perfeição objetiva na dimensão física, bem como clareza de consciência interior e exterior.
Nessa altura, tem-se dominado a Terceira Câmara. A vivacidade foi despertada no corpo através do treinamento, e a consciência através do cultivo interno. Então a pessoa está operando em Weng Kiu, ou Nível Universal, expressando sua Arte como um veículo para a realização pessoal, e vivendo no vívido fluxo da máxima eficiência como um ser humano.
Um Sistema Coeso O que aprendemos do estudo desse antigo programa de treinamento é o benefício de aprender dentro de um sistema coeso e compreensivo, o qual suporta o desenvolvimento espiritual e mental, bem como físico de cada estudante.
Ter um específico curriculum que guia o praticante dos Exercícios Básicos, aos Movimentos Básicos; depois ao treinamento Céu-Homem-Terra para todas as distâncias do combate; e por fim, à a aplicação da Fórmula para máxima eficiência; daí ao cultivo interno, para viver em harmonia com a lei universal; é um método ainda preservado em algumas Artes Marciais Tradicionais hoje como no Sistema Hung Fa Yi. E é um caminho de despertar a cada dia, para um maior cumprimento de seu potencial, maior alegria, e maior vivacidade, assim a pessoa vive completamente em cada momento através de sua Arte.
Em resumo, esse processo dos Exercícios Básicos para os Movimentos Básicos, que leva ao treinamento Céu-Homem-Terra como um conceito de Distância, e para o treinamento Dentro da Caixa usando Céu-Homem-Terra como um conceito de Portal através de uma abordagem sistemática ou solta, contém o principal tema do antigo treinamento mão a mão ainda hoje preservado na Arte Marcial Tradicional Chinesa e principalmente no Sistema Hung Fa Yi Wing Chun no qual a tradição das Câmaras de Shaolin foram preservadas.
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:: Sobre o Autor: Sifu Benny Meng é o principal Fundador e Curador do Ving Tsun Museum. Ele viajou extensivamente através do mundo pesquisando as raízes da arte, estudando e treinando métodos e aplicações em quase todas as linhagens de Wing Chun Kung Fu conhecidas. Em 2000 tornou-se o primeiro Discípulo "Portas Fechadas de Grão Mestre Garrett Gee, tornando se assim o primeiro discípulo da 9ª Geração Hung Fa Yi na linha genealógia de remonta ao Tenplo Shaolin. Contato pelo site e pelo e-mail . |